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Água boa faz cerveja boa (e um mundo melhor)

Água boa faz cerveja boa (e um mundo melhor)

Entre os cervejeiros, se costuma dizer que água boa faz cerveja boa. E é verdade. No entanto, isso não quer dizer que a água de determinado local seja melhor do que outra para produzir cerveja. Isso é um mito. Mas já foi verdade um dia. Confuso? Muito. Mas a gente explica para você.

A água é cerca de 95% de uma cerveja. A estabilidade dos compostos de aroma e sabor, a espuma e até mesmo a sua leveza são fortemente influenciadas pela água. Mas devemos lembrar que a água não é composta penas de H2O. Ela também carrega impurezas e sais minerais diferentes conforme o tipo de solo com a qual toma contato.

Uma das muitas características que podem ser medidas é o grau de dureza, ou seja, quanto de minerais a água carrega. Águas mais duras são melhores para cervejas mais intensas, escuras, de sabores fortes e amargas. Águas mais moles, por sua vez, são ideias para cervejas mais leves, claras e refrescantes.

A água na história da cerveja

Durante a história da cerveja, a dureza da água já foi extremamente importante para o surgimento de diferentes estilos de cerveja, como o Pilsen. Esse estilo nasce na cidade de Plzen na República Checa em 1842 e foi a primeira cerveja clara e cristalina do mundo – até então, a bebida era normalmente mais escura e visualmente menos atraente. Chegar na cor dourada, translúcida, só foi possível por conta da água “mole” da região.

Mais um exemplo é a criação do estilo Munique Helles, logo em seguida, em 1895. Ao ver o sucesso da cerveja Checa, os alemães também queriam fazer uma cerveja clara. No entanto, demoraram mais de 50 anos para conseguir tratar a água dura da região de Munique e conseguir a mesma aparência e cor. A quantidade de minerais na água da cidade a tornava ideal para estilos escuros, como o Munique Dunkel.

Outro caso, na Inglaterra, também é bem ilustrativo. Muitas cervejarias se instalaram na cidade de Burton-upon-Trent na época da Revolução Industrial para produzir o estilo Porter. Com o declínio desse tipo, as fábricas passaram a produzir o estilo India Pale Ale, mais amargo. A água dura do local não só favoreceu as cervejas escuras, como a primeira, como também foi muito bom para as que vieram em seguida.

Hoje em dia não é mais necessário ir a uma cidade ou outra para fazer um tipo específico de cerveja. Há tecnologia de tratamento de água suficiente para “fazer” a água mais adequada para o estilo que se quer fabricar em qualquer lugar do mundo.

Ou seja, a água boa é relativa sempre ao estilo que se pretende fazer e a água captada – seja da rede pública, de superfície ou lençol freático – é sempre tratada para chegar na melhor composição possível para o uso na cervejaria.

A água na HEINEKEN

A água também é responsável por fazer um mundo melhor. E por entender isso é que a Heineken no mundo tem entre seus compromissos a proteção dos recursos hídricos no programa de sustentabilidade Brewing a Better World. A meta para 2020 é reduzir o consumo específico de água nas cervejarias em 30%.

O consumo absoluto de água da HEINEKEN Brasil em 2016 foi de 4.461.892m3 , uma redução de 10,3% em relação ao ano anterior.

Os números também revelam um incremento de eficiência hídrica na produção da companhia, ou seja, da relação entre água consumida e cerveja produzida: de 2014 para 2015, o consumo específico baixou de 3,8 para 3,6 hl/hl, o que representa 4,5% de redução.

Para alcançar esses números a Cia da foco na presença do TPM na gestão da água, metodologia segundo a qual as equipes atuam para restaurar condições básicas das cervejarias para maior eficiência dos equipamentos e mínimo consumo de recursos naturais, além também de incentivar o engajamento dos colaboradores de tornar nossas operações cada vez mais sustentáveis eliminando qualquer tipo de desperdício.

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