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Música e cerveja brasileira em harmonia

Música e cerveja brasileira em harmonia

O consumo de cerveja está muito ligado aos momentos de descontração e relaxamento. Essa vocação natural da bebida faz, há tempos, uma ótima tabelinha com a música. Ou seja, onde tem música boa a cerveja também se faz presente. Por vezes, até mesmo nas letras de grandes canções da música brasileira. Pensando nisso, listamos grandes hits da música popular nos quais a nossa bebida favorita entra em cena.

Chuva, Suor e Cerveja

Composta por Caetano Veloso em 1971, esta simpática marchinha de carnaval faz parte do disco “O carnaval de Caetano”. A canção narra o momento em que um folião mais animado, depois de tanta festança, pede ajuda para sua amada para não perder a cabeça. Dessa forma, a moça não podia esquecer e se perder do rapaz, tampouco desaparecer da folia. E enquanto a chuva começava a cair o casal aproveitava para ter um momento de romance. Misturando assim “Chuva, Suor e Cerveja”. O romance, inclusive, só poderia parar em um único local: a porta da igreja.

Feijoada Completa

Um dos maiores clássicos em toda roda de samba, a música “Feijoada Completa” foi composta por Chico Buarque para o álbum que levou o seu nome e foi lançado em 1978. O disco ainda carregava muitas críticas políticas à ditadura, como grandes hinos daquele momento do país: “Cálice” e “Apesar de você”. Mas houve espaço para um momento de descontração com esta música que narra com perfeição o ambiente de muitas casas brasileiras quando há uma festa de última hora.

O eu lírico – seguramente um homem – avisa a mulher que a casa logo ficaria cheia de amigos que chegariam para conversar. Só que a fome e a sede da moçada iriam demandar que a dona da casa colocasse mais água no feijão e a cerveja para gelar. A informalidade sempre presente no consumo de cerveja também é exposta na letra. “(...) Mulher, não vá se afobar / Não tem que pôr a mesa e nem dar lugar / Ponha os pratos no chão e o chão ta posto / E prepare as linguiças pro tira-gosto / Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão / E vamos botar água no feijão”. Uma festa como esta, seguramente não teria hora para acabar.

E vamos à luta

Composta em 1980, esta canção ainda soa muito atual. Afinal, o que Gonzaguinha conseguiu com essa composição foi eternizar um hino para a juventude do país. Na época, o país ainda passava pela ditadura e esta música surgiu como um elemento para aumentar a força dos jovens. “Eu acredito é na rapaziada / Que segue em frente e segura o rojão / Eu ponho fé é na fé da moçada / Que não foge da fera e enfrenta o leão” compõem os primeiros versos da composição.

A cerveja é lembrada quando Gonzaguinha destaca o brasileiro que sai da batalha, entra no botequim, pede uma cerva gelada e ainda agita uma batucada na mesa. Desse modo, ele demonstrava ter crença na mocidade que constrói a manhã desejada, sabendo que esse é um jogo duro e, apesar dos pesares, ainda se orgulham de serem brasileiros.

Meu Lugar

Grande nome da história recente do samba, Arlindo Cruz compôs a canção “Meu Lugar” em 2012. E esta é mais uma daquelas canções cheias de positividade e esperanças por um mundo melhor. Nela, o compositor destaca que seu lugar ideal é cercado de luta e suor, com esperança num mundo melhor e cerveja para comemorar. Mas ao contrário da marchinha de Caetano, neste caso o suor representa o homem que batalha pelo sustento da família, e a cerveja surge como um merecido prêmio. Mais à frente, Arlindo revela que seu lugar ideal é em Madureira - simpático bairro carioca.

E onde é o seu lugar ideal, amigo leitor?

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