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Série profissões: o mestre cervejeiro

Série profissões: o mestre cervejeiro

A série profissões, apresentada por aqui, se originou em maio como uma forma de homenagear os profissionais envolvidos em toda a cadeia de produção da cerveja. De lá para cá, já falamos sobre o agricultor de cevada (o responsável pela plantação deste cereal) e sobre o mestre malteiro (o coordenador da malteação da cevada). Hoje o assunto é o mestre cervejeiro, profissional responsável pela fabricação das cervejas. Apesar de sua atividade principal ser dentro da cadeia produtiva, o que muitos não sabem é que fazer cerveja é apenas uma das várias responsabilidades que ele tem.

Para elencar todos os afazeres que a profissão envolve, conversamos com o gerente de processos sênior Rafael Farias Ferreira. Ele é o mestre cervejeiro da HEINEKEN Brasil na cervejaria localizada no município de Ponta Grossa (PR), umas das setes fábricas que a empresa possui no Brasil. A fábrica do Paraná produz as marcas Kaiser, Kaiser Radler, Bavária, Bavária 0,0%, Summer e Santa Cerva, todas sob responsabilidade de Rafael.

Um das atividades o mestre cervejeiro é degustar a bebida em diversos estágios da produção. Há provas inclusive dos ingredientes, como a água que será usada na fabricação, para verificar sua pureza, por exemplo. O comportamento da cerveja também é analisado sensorialmente, durante a fermentação e a maturação, até a prova final, feita após a finalização de todo o processo. Essas provas são feitas com responsabilidade, moderação e não são realizadas diariamente. Há o cuidado de degustar quantidades pequenas e sempre pela manhã, hora em que nossos sentidos estão menos “poluídos” pelas influências externas.

O principal objetivo das provas feitas pelo um mestre cervejeiro, segundo Rafael, é garantir a qualidade e a tradição em cada batelada, de cada produção. Isso faz com que a cerveja não perca sua identidade, conquiste cada vez mais consumidores e mantenha seus fãs.

“A HEINEKEN Brasil oferece diversas ferramentas e sistemas que possibilitam agilidade e assertividade durante a produção, garantindo mais qualidade e conformidade com os padrões e receitas de cada marca”, diz Rafael. A cerveja Heineken, por exemplo, tem a mesma receita no mundo todo.

Rotina e formação

A rotina na cervejaria é bastante agitada, principalmente durante o verão, quando a produção é mais intensa, ocorrendo 24 horas por dia e sete dias por semana.

Quem quiser ingressar na profissão deverá se formar no exterior, pois o Brasil não oferece a cursos para mestre cervejeiro - há apenas cursos técnicos e de tecnologia nessa área. Dentre as várias instituições que oferecem o curso fora do Brasil, as mais tradicionais ficam na Alemanha e foi lá que o Rafael se formou.

Experiência em cervejaria é outra exigência da profissão e, no caso dele, ter um pouco de sorte também contou a favor. Rafael conta que, quando cursou técnico em química aos 17 anos, as duas opções para estagiar na indústria eram em cervejaria ou papelaria, no pequeno município de Lages (SC), sua cidade natal. Ele escolheu cervejaria e passou no processo seletivo. “A paixão por cerveja e a vontade de aprender só cresceram ao longo desses 16 anos”, diz Rafael, que tem 33 anos de idade.

Nos momentos de lazer, Rafael costuma adaptar o tipo de cerveja à ocasião, mas não esconde sua preferência pelas cervejas escuras do tipo Stout. Ele também aproveita para degustar diferentes tipos de cerveja durante as viagens que faz. Uma cerveja que provou em Bamberg, na Alemanha, durante o curso de mestre cervejeiro está entre um das mais marcantes de sua vida, junto à visita ao Heineken Experience, museu da cervejaria na Holanda. “Visitei algumas vezes o museu e recomendo para qualquer um que tenha planos de viajar para Amsterdã. É uma experiência única”, acrescenta.

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